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Bati meu carro! Confira 5 dicas de como proceder após essa situação desagradável

Caráter cotidiano dos acidentes de trânsito acaba tornando inevitável o fato de que cada um dos cidadãos que se disponham a se tornar condutores de veículos se coloquem em uma posição hipotética onde tenham que se perguntar: “bati meu carro e agora?”.

Era um dia como um outro qualquer. Verifiquei o nível de água do meu carro, o tirei da garagem e saí em direção ao escritório. Enquanto fazia planos para mais um dia produtivo, porém, subitamente bati meu carro!
Diariamente centenas de pessoas passam por essa experiência de quebra de rotina causada por uma batida de carro.
Dados do P.A.R.E (Posto de Atendimento Rápido Especializado), por exemplo, apontam para a ocorrência de cerca de 50 colisões entre veículos a cada 24 horas somente na cidade de São Paulo.
Esse caráter cotidiano dos acidentes de trânsito acaba tornando inevitável o fato de que cada um dos cidadãos que se disponham a se tornar condutores de veículos se coloquem em uma posição hipotética onde tenham que se perguntar: “bati meu carro e agora?”.

São Paulo tem média de 50 colisões por dia

Muitas vezes o desgaste emocional é tanto, que nossa capacidade de tomar decisões de maneira estritamente racional acaba ficando comprometida.
Perdemos o chão e são poucos aqueles com os quais podemos realmente contar nesse momento de estresse e dificuldade.
Por isso, pensamos em uma publicação que pudesse te apoiar!
Neste post, nos propusemos a dar 5 dicas indispensáveis aos condutores que se envolveram em acidentes de trânsito.

1) Bati meu carro. Devo removê-lo da via?

Muitos condutores têm dúvida a respeito se devem ou não retirar o carro da via depois de um acidente. Em resumo, essa resposta será determinada por duas simples variáveis: a colisão deixou alguma vítima com ferimentos significativos ou não?
No primeiro cenário, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que os veículos devem permanecer no local até a chegada das unidades de emergência – sempre, claro, com a devida sinalização de um triângulo a 30 metros do local do choque.

Em acidentes com vítima, carros devem permanecer na via até a chegada da ambulância

Em situações nas quais bati meu carro e não há vítima seriamente ferida, porém, o CTB determina que os veículos sejam retirados da via o mais rápido possível para evitar eles obstruam o trânsito ou possam ser causadores de novos acidentes.
Para os casos em que bati meu carro e ele não está mais funcionando, deverei acionar um guincho ou um seguro auto para sua retirada da via – novamente, usando o triângulo e, se possível, ligando o pisca-alerta como sinalização.

2) Bateram no meu carro – como faço para identificar a parte contrária?

Para que possa pleitear posteriormente ressarcimento por eventuais danos provocados pelo acidente é fundamental que o condutor identifique o outro veículo envolvido no acidente.
Imaginando um cenário hipotético no qual eu estava parado no semáforo fechado e, de repente, bateram no meu carro – é fundamental que eu identifique o causador do acidente a partir da anotação (ou fotografia) da placa de seu veículo como fim de poder encontra-lo para possíveis processos ou acordos informais.
Vale ressaltar que nem todo condutor envolvido em um acidente tem postura ‘amigável’ ou ‘solícita’ para se identificar de maneira espontânea. Daí o caráter indispensável de se anotar a placa da outra parte envolvida assim que bati meu carro.
A partir do reconhecimento da placa, será possível acionar um juiz para que esse determine que o Detran/Ciretran forneça todos os dados cadastrais referentes ao proprietário do veículo causador do acidente.

3) No momento em que bati meu carro, ainda que for uma batida leve, devo fazer um boletim de ocorrência?

Sem dúvida nenhuma a recomendação é que qualquer acidente de trânsito – do grave, com existência de vítima, ao mais leve – seja registrado em boletim de ocorrência.
O que se alterará nos dois casos é a forma com que o ‘BO’ será registrado. No primeiro cenário, ele será registrado no local do acidente. Já no segundo, a recomendação é que o registro seja feito de maneira eletrônica – via internet.

4) A partir do momento em que bati meu carro, o perito de acidente trânsito particular passa a ser um profissional indispensável

Perito particular é parceiro do condutor nos trâmites pós-acidente

Independente se serei apontado em um primeiro momento como vítima ou causador do acidente de trânsito – a necessidade de eu contar com um perito de acidente de trânsito particular a partir do momento em que bati meu carro será latente.
Isso porque esse profissional irá poder me auxiliar nas mais diversas maneiras de resolução do ocorrido.
Em casos em que possa haver um desacordo entre o ressarcimento em que eu considere justo e a avaliação da seguradora, é o perito – em geral um engenheiro mecânico de formação – que irá avaliar a condição real do meu veículo, ajudando a determinar se os danos estruturais são suficientes para configurar, por exemplo, a perda total.
Já em casos nos quais eu bati meu carro e sofro um processo judicial de acusam como ‘causador da colisão’, o perito irá atuar como assistente técnico do meu advogado – buscando evidências que, a partir da minha versão do acidente, podem ser cruciais na minha defesa.
Não menos importante, nas situações nas quais eu considero que ‘bateram no meu carro’ e que – portanto – sou vítima, é o perito particular que irá coletar as evidências que comprovem a culpabilidade da outra parte a fim de balizar um ingresso – ou não – assertivo no poder judiciário.
Vale lembrar que o laudo pericial do perito particular servirá como prova documental em todo processo de justiça envolvendo acidentes de trânsito.
Em outro post deste mesmo blog destacamos que além de poder produzir provas que sirvam no âmbito judicial e atuar como um ‘conselheiro assertivo’ a respeito da decisão de judicializar ou não o caso, o perito de trânsito particular pode ser figura crucial na negociação consensual entre os condutores.
Não raramente, um condutor em posse de laudo pericial realizado por um expert em acidentes de trânsito acaba ganhando ‘mais atenção’ da outra parte na hora de negociar resoluções consensuais.



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